domingo, 23 de maio de 2010

O Robin dos Bosques do reino da Chave d'Ouro


     Era uma vez um rei de um reino muito distante. Um dia, ao amanhecer, descobriu, preocupado, que a pequena chave verde que guardara na gaveta da cómoda tinha desaparecido. Digamos que aquela chave verde era a chave do “banco” do reino. Era pena não haver muito dinheiro lá dentro, pois lá só estava o dinheiro dos habitantes. Que por acaso também não eram muitos. Ou seja, poucos habitantes é igual a pouco dinheiro no “banco”. Houve um dia, já há muito tempo, em que o rei tinha ido ver o “banco” e se se tinha esquecido da chave em cima do cofre. Mas nem se lembrava disso…
     Então o rei, sem se lembrar que tinha ido ao cofre, começou a meter panfletos com a chave verde numa imagem gigante, espalhados por todo o reino.
    O que o rei não sabia era que o reino estava falido, obviamente, e que havia um rapaz de 7 anos que roubava o rei para dar futuro à sua família (ele, as 20 irmãs e a mãe, pois o pai tinha morrido numa batalha contra outro reino, por mandado do rei).
    O rapaz, quando viu os panfletos espalhados por toda a aldeia, ficou preocupado, mas sabia que não tinha sido ele. Pois nunca tinha ouvido falar da tal chave.O rapaz queria descobrir quem tinha roubado a tal chave para não ser acusado injustamente. Então, dirigiu-se ao palácio do rei.
    - Então o que te traz aqui? - Perguntou o rei.
  - Eu posso ser uma criança pequena, mas já sei muito sobre a vida e quero ajudar V. Majestade a encontrar a chave!
   - Muito bem. Estás ordenado para tal missão.
   O rapaz agradeceu essa honra, despediu-se do rei e saiu do palácio começando à procura da chave.
  Quando saiu do palacete, toda a gente o acusava. O rapaz não sabia que ao passar do reino, em que ele vivia, o tempo passava mais devagar, muito mais devagar. Ele não sabia, e também não ligou aos comentários dos outros e, muito triste, continuou o seu caminho, foi a casa buscar o seu cão chamado Buckit. Começaram à procura nos outros reinos adversários que eram muitos e todos melhores do que o seu reino.
   E, no último reino chamado Cromolândia, o reino que odiava gente pobre e queria tudo o que fosse valioso dos outros reinos. Mas não era o rei que roubava, era sempre uma pessoa diferente, os soldados, por exemplo, e quem tinha roubado a chave era um desses soldados, vestidos sempre de verde, uma cor horrível. Roubavam só por roubar para dizer que tinham tudo o que os outros reinos não tinham. Pois nenhum dos soldados sabia para que era a chave apenas a tinham encontrado em cima do cofre e como a acharam especial levaram-na. O rapaz logo que entrou na floresta do reino encontrou a chave que estava na árvore das fechaduras cor-de-rosa. O soldado que a roubara, tinha-se esquecido dela quando a levara para o reino do rapaz, para saber o que ela abria...
   Ele pegou na chave sem ninguém ver e foi de TGV com a chave dentro de um cofre que, por sua vez, estava dentro de uma caixa, numa mochila que estava nas costas do cão.
  Chegou ao palácio e, então, reparou que tinha demorado anos a chegar e que estava tudo muito melhor...sem saber o que se tinha passado, mas gostava. O reino estava cheio de dinheiro e com pessoas muito mais velhas do que quando ele tinha partido, muitos já com 100 anos ou, mesmo, já no caixão. Da sua família, só sobrava a sua irmã, a mais nova as seguir a si, mas que também já era muito velha. Ela tinha 50 anos e o rapaz estava ainda com sete. Ele dirigiu-se ao palácio que também estava muito melhor.
   Entregou a chave ao rei e ele de recompensa deu-lhe a permissão de viver ali, ele e a sua irmã e de ser soldado como o seu pai fora.
   Ele, não muito contente, aceitou... recusando sempre ir às guerras. E assim foi, viveu no palácio e deixou de roubar. A sua irmã estava feliz e o rei também. 
Bárbara e Mariana.

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